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Biofertilizante como alternativa sustentável

  • Foto do escritor: ATP Jr.
    ATP Jr.
  • 25 de nov. de 2020
  • 2 min de leitura

Para preservar e garantir uma boa atividade agrícola, manter o solo rico e nutritivo é essencial, sendo necessário a utilização de produtos que assegurem esta condição. O uso intenso dos fertilizantes sintéticos para tratamento e nutrição do solo pode gerar diversas problemáticas ao meio ambiente, como por exemplo a contaminação dos lençóis freáticos e lagos, bem como a acumulação de substâncias no solo (como o cádmio) e a morte de microrganismos da microflora do solo. Diante dessa perspectiva, surge a necessidade do uso de fertilizantes que possuam menores impactos ao meio-ambiente: como os biofertilizantes, o qual se afasta dos métodos agrícolas convencionais e se aproxima de cultivos que visam a sustentabilidade.


Mas você sabe o que são biofertilizantes e o que o difere de um fertilizante sintético convencional?


Os biofertilizantes são adubos naturais produzidos a partir de uma mistura de materiais orgânicos, minerais (macro e micronutrientes) e água, que passam por um processo de fermentação, pelo qual um líquido rico em nutrientes é formado. Ele pode ser obtido em abundância na propriedade do agricultor através de restos de comida, resíduos vegetais de horta, entre outros materiais orgânicos. Os fertilizantes naturais não causam problemas de salinização do solo, promovem a auto-suficiência na propriedade e ajuda a manter o equilíbrio nutricional das plantas. Nesse sentido, ele é uma medida estratégica sob o ponto de vista ambiental e conveniente quando economicamente viável.


Os biofertilizantes podem ser produzidos de duas maneiras distintas, de forma aeróbica e anaeróbica. Os adubos orgânicos aeróbicos são aqueles preparados em contato com o ar. Os ingredientes são colocados em um recipiente juntamente com água constante, o qual deve ficar devidamente aberto, de maneira que entre ar, mas não caia água da chuva. Já os cultivados de maneira anaeróbica, são aqueles produzidos sem a presença de ar. Analogamente aos aeróbicos, os biofertilizantes anaeróbios são introduzidos em recipientes plásticos ou metálicos, o qual é fechado com uma tampa que deve ser furada no centro para ficar acoplado à mangueira. Segundo a EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa e Agropecuária), os biofertilizantes são aplicados por meio de pulverizações nas folhas ou junto com a água de irrigação, fornecendo nutrientes essenciais para as plantas e auxiliando no controle de doenças e insetos. Utiliza-se na concentração de 2% para mudas e 5% para plantas no campo.

Quanto ao mercado, tanto no âmbito nacional quanto internacional, tem se mostrado mais consciente à respeito dos efeitos nocivos ao meio ambiente provenientes do uso de fertilizantes químicos. Sendo assim, a procura e o aumento por demanda de alternativas ecologicamente sustentáveis obteve demasiada ascensão. Tais aspectos geram efeitos positivos principalmente na economia voltada à agricultura. De acordo com a consultoria Marketsandmarkets, o mercado de biofertilizantes deve atingir US$ 1,88 bilhão em 2020. Esse marco representa um crescimento de 14% em relação a 2015.

Em relação à esfera nacional, a empresa brasileira Microquimica, atuante na produção e comercialização de biofertilizantes e demais produtos voltados para a economia desenvolveu o primeiro fertilizante de origem biológica registrado no Brasil. A empresa já participou diversas vezes da maior feira de horticultura da América Latina, a Hortitec.


Agora, que tal aprender a fazer seu próprio biofertilizante para utilizar na sua horta e plantações e incentivar a sustentabilidade?

Veja este vídeo que separamos para vocês!



 
 
 

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