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Você sabe o que é a insulina?

  • Foto do escritor: ATP Jr.
    ATP Jr.
  • 14 de mai. de 2021
  • 3 min de leitura

Você sabia que a diabetes é uma doença muito antiga? O Papiro de Ebers, um manuscrito que data da época de 1500 a.C. já descrevia os principais sintomas da doença, como diurese frequente, sede constante e emagrecimento acentuado. Desde então, essa disfunção no organismo tem sido um problema para muitas pessoas.


Mas, o que é a diabetes? O pâncreas é um orgão do sistema digestório responsável por levar a glicose que está no sangue para dentro das células, como um "alimento" para que elas tenham energia. O hormônio responsável por fazer isso é chamado insulina. Então, quando você se alimenta, especialmente de alimentos que possuem açúcar, ocorre um estímulo para que a insulina seja produzida pelo pâncreas. Mas, quando esse hormônio é produzido de forma insuficiente ou é ausente no corpo, temos um problema: a diabetes. Como o açúcar não é levado pra dentro das células, ele acaba se acumulando no sangue e na urina, o que pode gerar inúmeros problemas para o portador.


CONTEXTO HISTÓRICO


Em meados de 1870, já haviam médicos que suspeitavam que o problema da diabetes tivesse algo a ver com o pâncreas. Foi somente em 1889, quando os médicos Oscar Minkowski e Joseph von Mehring estudaram o pâncreas de um cão saudável, que a relação direta entre o pâncreas e a diabetes foi compreendida. Porém, como isolar o hormônio da insulina?


Durante as duas décadas seguintes foram feitas várias tentativas de isolamento da secreção como um tratamento potencial de diabetes, no entanto, quase todos os trabalhos não deram resultados satisfatórios e acabaram sendo abandonados. Em 1921, o médico canadense Frederick Banting e seu auxiliar, o estudante de Medicina Charles Best, decidiram repetir o experimento de Minkowski, e novamente, usando um pâncreas de cachorro, conseguiram filtrar e isolar a insulina. Essa grande descoberta salvou a vida de muitas pessoas, e a insulina começou a ser produzida a partir do pâncreas de boi e de porco, sendo que a de porco era mais parecida com a insulina humana.




E ATUALMENTE?


Apesar desse método de produção ter sido bem útil e salvado muitas vidas, no início da década de 80, os avanços da biotecnologia estavam em alta, especialmente no campo da engenharia genética. Depois de muitos estudos, foi desenvolvida a insulina humana sintética, produzida a partir de bactérias que temos no corpo, como a Escherichia colli.


Esse hormônio sintético foi produzido usando o próprio gene para a insulina humana. Ele foi inserido no DNA da bactéria, e isso resultou na insulina de DNA recombinante. Por ser feita originalmente do gene humano, a molécula dessa isulina é muito parecida com a que o organismo produz naturalmente, o que faz com que o índice de rejeição do corpo seja muito baixo. Isso reduziu diversos efeitos colaterais (e os bichinhos agradecem!).





Outro incrível avanço da biotecnologia foi a produção de análogos da insulina. Esse produto é uma preparação da insulina que sofreu alteração na cadeia de aminoácidos , para que haja uma melhoria no tempo de ação.

Nas palavras do endocrinologista Leão Zagury: "Dessa forma, a insulina pode atender melhor às necessidades dos diabéticos. Quando houver uma alta aguda de glicose, podemos usar as insulinas de ação rápida, que agem minutos após a aplicação, e quando precisar manter o nível de insulina por mais tempo, é só aplicar as de ação prolongada, que são absorvidas lentamente e de forma estável pelo organismo”.


A biotecnologia e o uso de bioprocessos vem avançando cada vez mais nos últimos anos, sempre caminhando para ajudar mais pessoas e salvar mais vidas!







1 Comment


Leticia Melo
Leticia Melo
May 15, 2021

Sensacional a evolução da biotecnologia 😍

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